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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Raízes do SUP parte I

Os Moches, peruanos da era pré-colombiana remavam ajoelhados e em pé sobre seus 'caballitos de totora' há séculos
O ato de remar em pé sobre uma pequena embarcação é uma prática adotada ao longo de séculos por diversas tribos e comunidades pesqueiras para se deslocar por áreas de difícil navegação, como pequenos córregos ou entre recifes, em busca de pescado. Entretanto, há relatos históricos sobre povos antigos que adotaram essa atividade de uma maneira recreativa, como os Moches, peruanos da era pré-colombiana que remavam ajoelhados e em pé sobre seus 'caballitos de totora'(uma espécie de 'surfboat' feita de junco) não só em busca de pescado mas também para se divertir correndo ondas. Alguns dos primeiros exploradores europeus às ilhas polinésias, como James Cook, fizeram anotações em seus diários de bordo a respeito de nativos remando de pé sobre uma espécie de canoa por entre as ondas. Ainda assim, fala-se sobre "pequenas embarcações" e não pranchas. Em ambos os casos, estamos falando de pré-história do SUP. 

John Zapotocky: lenda viva do SUP
O Stand Up Paddle como conhecemos hoje, começou a se desenvolver no Hawaii dos anos 40, com os professores de surf de Waikiki, conhecidos como Beachboys. Eles remavam em pé sobre as enormes pranchas de madeira naval como forma de acompanhar com maior amplitude os seus alunos nas ondas e para fotografá-los. Durante esse período não se pensava em produzir pranchas e remos para uma atividade esportiva em específico. Cada um criava seus equipamentos a sua maneira e diferentemente do surf que cresceu de forma exponencial, o SUP foi sendo praticado de maneira tímida por alguns havaianos que seguriam criando remos e pranchas de SUP. Entre eles John Zapotocky, o mais antigo praticante de SUP de que se tem notícia. E aqui cabe um parenteses: com 70 anos de SUP Surf  e 91 anos de idade, o eterno Beachboy e lenda viva do esporte, recentemente participou de um evento de SUP promovido pela C-4 (confira o vídeo no final da matéria) e emocionou a todos ao remar tranquilamente com seu SUP. 

O boom do Stand Up Paddle só iria acontecer no início dos anos 2000, quando um grupo de havaianos liderados por Laird Hamilton passou a produzir pranchas e remos específicos para SUP usando materiais inovadores como o EPS e a fibra de carbono e a aparecer com frequência nas praias havaianas, ora descendo ondas, ora fazendo travessias.

O havaiano Laird Hamilton foi um dos responsáveis pela primeira explosão do Stand Up Paddle
 
Vitor Marçal: provavelmente o primeiro a usar um SUP no Brasil
Como não poderia deixar de ser, o esporte chamou a atenção de alguns brasileiros que estavam nas ilhas, entre eles os big riders Haroldo Ambrosio, Jorge Pacelli e Vitor Marçal, este um respeitado salva vidas radicado em Oahu que, de férias no Brasil, a convite de Luis Gontier, o Pipo, proprietário da Gzero, foi provavelmente o primeiro brasileiro a remar em uma prancha feita para SUP em águas tupiniquins.

Entretanto, a novidade já corria de boca a boca por nosso litoral e alguns pioneiros começaram a se aventurar no novo esporte. Na base do improviso e da pesquisa, atletas como Murilo Brandi, Luiz Juquinha, Alessandro Matero, Remo Thilo, Jorge Pacelli, Jairo Pontes, Hilton Alves, Herbert Passos, Haroldo Ambrosio, entre outros, cada um a sua maneira, passou a praticar o esporte. Ou pelo menos a tentar. Haroldo por exemplo, usava uma prancha de long board no início. O número de adeptos começou a aumentar e shapers como Fábio Chati, Luiz Juquinha, Neco Carbone, Magno Matoso, Kaneca, entre outros, passaram a pesquisar mais a fundo e a produzir pranchas efetivamente de SUP; empresas como a Gzero e Art in Surf firmaram parcerias com shapers e também passaram importar  pranchas e remos com frequência. Ao passo que os primeiros remos em série passaram a ser produzidos inicialmente pelos fabricantes de remos para canoas havaianas.
 
Na Parte II dessa série você confere uma entrevista com Herbert Passos Neto. Jornalista, especialista em esportes de prancha e atual presidente da Associação Santos de Surf, Herbert, que foi a primeira pessoa a surfar de Stand Up Paddle em Santos, e um dos pioneiros no Brasil, nos conta sobre o início do esporte por aqui, as dificuldades para se encontrar material apropriado, estranhamento do crowd e ainda fala sobre aquilo que poderá ser considerada a pré história do SUP no Brasil... aguardem! Em breve no SUP CLUB.

Abaixo você confere um vídeo incrível produzido pela C-4 sobre a história de John Zapotocky contada por ele mesmo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um encontro com o verdadeiro espirito Aloha

Uma foto que traduz a vibe que rolou durante o encontro: Rogério e Guilherme Cunha, pai e filho curtem a mesma onda

 O real significado de Aloha vai muito além do que dizer "alô" ou "adeus”. Aloha é compartilhar (alo) com a alegria (oha) da energia da vida (ha) no presente (alo)”.  
Vitor Marçal
 
Nesse crowd não teve espaço para egotrip
Quem compartilha essa energia se conecta ao Poder Divino que os havaianos chamam de mana. Os antigos polinésios dizem que aquele que compartilha esse Poder incrível com o coração aberto descobrirá o segredo para se obter saúde, felicidade, prosperidade e sucesso verdadeiros.  

Em meio à correria de nosso cotidiano, muitas vezes esquecemos que essa energia está ao alcance de todos. Daí a importância de eventos como o 2º Encontro de SUP Água Marinha / New Advance / Surf Store / Gzero Tech, realizado no último domingo, no canto do Ilha Porchat. Nada de mega estruturas ou estardalhaço, mas sim profissionalismo e principalmente a união de pessoas dispostas a se divertir.

Luciano "Lulu"
Numa manhã de alto astral, famílias, profissionais, amadores e iniciantes de Stand Up Paddle compartilharam da mesma maneira a vibe do dia. Surfando as divertidas valas que rolaram na praia do Itararé ou compartilhando uma bela remada ao redor da Ilha, desfrutando da belíssima paisagem da baia de Santos e São Vicente. Todos na mesma sintonia. Sem dúvida um belo exemplo de espírito Aloha.
Naldo Lima
 
O Sup Club parabeniza os organizadores que realizaram esse evento e principalmente a todos os supistas que compartilharam essa energia incrível. Esperamos novos encontros! Aloha!

Alessandro Matero
Nota do Blog: 'Água Marinha', um dos organizadores do evento, disponibilizou através de sua página no Facebook várias fotos do evento (parte dessas fotos ilustram essa matéria). Para ver todas basta procura-los nesse site de relaciomaneto.

Novíssima geração do SUP I: Guilherme Cunha
Novíssima geração do SUP II: Theo Viana

Novíssima geração do SUP III: Caroline Lima
Muito bem organizado, o evento disponibilizou frutas e água a todos os participantes

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Revista Go Outside nº66 destaca o crescimento do SUP no Brasil


Em matéria de Maria Clara Vergueiro, a revista conversa com várias pessoas envolvidas no esporte para destacar o crescimendo do SUP no Brasil, que ganha força e faz a transição de tendência para esporte consolidado, com muitos praticantes, campeonatos e associações. A força do SUP brasileiro já reconhecida, inclusive, pela mídia especializada de outros países, como a americana "Stand Up Paddle", que aponta o Brasil como forte candidato à potência do esporte, tendo em vista a qualidade das pranchas produzidas aqui e o desempenho de atletas que despontam no cenário internacional como Alessandro Matero, 5º lugar na categoria 14'/30-39 anos, no último 'Battle of the Paddle' (a mais tradicional prova de remada do mundo) e Leco Salazar, campeão da etapa catarinense do circuito mundial de SUP Surf nesse ano. 

Leco Salazar ganhou a etapa do mundial e mostrou a força do SUP surf brasileiro.
O desempenho de Alessandro Matero na 'Battle of the Paddle' impressionou os gringos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fotos da 4ª Etapa do circuíto Aloha Spirit em São Sebastião

 A última epata do circuíto Aloha Spirit, em São Sebastião, que aconteceu no último final de semana fez jus ao seu nome e transcorreu dentro de um verdadeiro espirito "Aloha" havaiano.
O SUP remada contou com percursos de oito e seis quilômetros para long distance e short distance, respectivamente. Alessandro Matero foi o grande campeão da categoria aberta.
A canoa havaia foi disputada em percurso de dois quilômetros  nas modalidades OC1, OC2 e OC6, sendo a etapa válida para o Campeonato Paulista e para o Brasileiro na OC1 e OC2.  O evento contou com a participação das equipes EcoAdventure, SP Va’a, Tribo Q Pira, Poseidon, Brucutus Cavalera e muitas outras.
A classificação geral pode ser obtida no site www.alohaspirit.com.br

Abaixo, algumas fotos do evento gentilmente cedidas pelo atleta Rogério Cunha, finalista da categoria SUP master.

Finalistas 'SUP Race' 8km: 1º Alessandro Matero; 2º Claudio Chain (representado por Serginho); 3º Paulo Lima
Areias tomadas pelas canoas e SUP's

Os brothers Rogério Cunha e Gilson Alecrim
Finalistas da categoria mirim e futuro do SUP: Caroline Lima e Guilherme Cunha
O evento contou com boa estrutura
Centro Histórico de São Sebastião